"...só há homem, quando se faz o impossível"
"Estou a exigir muito de si? Quem lhe há-de exigir muito senão os seus amigos ? Eles receberam o encargo de o não deixar amolecer e, pela minha parte, tenha você a certeza de que o hei-de cumprir. Você há-de dar tudo o que puder, e mesmo, e sobretudo, o que não puder; porque só há homem, quando se faz o impossível; o possível todos os bichos fazem. Quando você saltar e saltar bem, eu direi sempre: agora mais alto! Que me importa que você caia. Os fracos vieram só para cair, mas os fortes vieram para esse tremendo exercício: cair e levantar-se; sorrindo"
- Agostinho da Silva, Sete Cartas a um Jovem Filósofo [1945], in Textos e Ensaios Filosóficos I, p. 268.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Uma revista que nos vai fazer pensar
Uma revista que nos vai fazer pensar
Em Abril, nasce uma nova revista. A Cultura ENTRE Culturas vai ser uma revista semestral dedicada ao diálogo intercultural e a estabelecer pontes e mediações entre todas as disciplinas, saberes e tradições. Publica ensaio, poesia e fotografia. Mas acima de tudo vai ser uma revista que nos vai fazer pensar. Porque vai ser ecléctica. Porque vai ser surpreendente. Porque vai questionar sem responder.
A ENTRE elege-se pelos seguintes propósitos:
Contribuir para o desenvolvimento de uma consciência-experiência integrais, multidimensionais, inter e trans-disciplinares do real e do que possa haver além-aquém do que como tal se designa, enriquecendo criativamente a vida e a existência mediante a compreensiva realização das suas supremas possibilidades.
Explorar antigas e novas possibilidades espirituais, mentais, éticas, artísticas, científicas, educativas, ecológicas, comunicacionais, sociais, políticas e económicas, alternativas à crise e declínio do paradigma civilizacional ainda dominante e que obedeçam ao soberano critério do melhor possível para todos os seres sencientes, humanos e não-humanos.
Promover o conhecimento e diálogo entre culturas, civilizações, religiões e espiritualidades, bem como entre estas, o ateísmo e o agnosticismo, no espírito da mais ampla imparcialidade e universalismo.
Contribuir para a harmonia e a não-violência na relação do homem consigo, com a natureza e com todos os seres sencientes, ou seja, capazes de sentir dor, prazer e emoções.
Despertar e orientar para estes fins a cultura e a sociedade portuguesas, bem como a comunidade lusófona, valorizando e promovendo as tendências nelas latentes que mais apontem neste sentido.
A revista Cultura ENTRE Culturas tem na Comissão de Honra alguns dos pensadores mais influentes e representativos do diálogo intercultural, integra no Conselho de Direcção destacadas figuras públicas e da academia portuguesa e internacional e conta no Conselho Editorial com alguns dos mais jovens valores da cultura portuguesa e não só. Pode ver a informação completa no blog da revista.
http://arevistaentre.blogspot.com/
Em Abril, nasce uma nova revista. A Cultura ENTRE Culturas vai ser uma revista semestral dedicada ao diálogo intercultural e a estabelecer pontes e mediações entre todas as disciplinas, saberes e tradições. Publica ensaio, poesia e fotografia. Mas acima de tudo vai ser uma revista que nos vai fazer pensar. Porque vai ser ecléctica. Porque vai ser surpreendente. Porque vai questionar sem responder.
A ENTRE elege-se pelos seguintes propósitos:
Contribuir para o desenvolvimento de uma consciência-experiência integrais, multidimensionais, inter e trans-disciplinares do real e do que possa haver além-aquém do que como tal se designa, enriquecendo criativamente a vida e a existência mediante a compreensiva realização das suas supremas possibilidades.
Explorar antigas e novas possibilidades espirituais, mentais, éticas, artísticas, científicas, educativas, ecológicas, comunicacionais, sociais, políticas e económicas, alternativas à crise e declínio do paradigma civilizacional ainda dominante e que obedeçam ao soberano critério do melhor possível para todos os seres sencientes, humanos e não-humanos.
Promover o conhecimento e diálogo entre culturas, civilizações, religiões e espiritualidades, bem como entre estas, o ateísmo e o agnosticismo, no espírito da mais ampla imparcialidade e universalismo.
Contribuir para a harmonia e a não-violência na relação do homem consigo, com a natureza e com todos os seres sencientes, ou seja, capazes de sentir dor, prazer e emoções.
Despertar e orientar para estes fins a cultura e a sociedade portuguesas, bem como a comunidade lusófona, valorizando e promovendo as tendências nelas latentes que mais apontem neste sentido.
A revista Cultura ENTRE Culturas tem na Comissão de Honra alguns dos pensadores mais influentes e representativos do diálogo intercultural, integra no Conselho de Direcção destacadas figuras públicas e da academia portuguesa e internacional e conta no Conselho Editorial com alguns dos mais jovens valores da cultura portuguesa e não só. Pode ver a informação completa no blog da revista.
http://arevistaentre.blogspot.com/
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Artes,
Criatividade,
Diálogo intercultural,
Filosofia,
Ser humano
Opinião: A educação segundo António Câmara
Opinião: A educação segundo António Câmara
Carlos Fiolhais, físico, destaca no blog De Rerum Natura: Sobre a natureza das coisas um excerto de uma entrevista dada por António Câmara, professor da Universidade Nova e CEO da YDreams à revista "Executive Digest" de Março de 2010:
P- Em termos de educação, como é que vê e analisa este quase admirável mundo novo num país onde, paralelamente, ainda existe muita ardósia e giz?
R- Não são mundos incompatíveis. Um dos grandes problemas de Portugal é que se esqueceu por completo a língua... Repare, uma das avaliações que fazemos internamente é saber qual é a diferença entre nós que estudámos em Portugal, e também lá fora, e os líderes mundiais nas diferentes áreas...
A primeira vez que percebi e entendi a verdadeira diferença foi em 1998 quando fui viver para Boston para um bairro judeu e coloquei o meu filho mais velho numa escola pública mas dominantemente judia. A educação nesta escola era simplesmente fantástica e tinha três componentes completamente diferentes da educação em Portugal. A mais chocante delas, aquela que nos deixava a anos-luz, era o ensino da língua que era a um nível perfeitamente superior. Qualquer miúdo de 12 anos lia um livro por semana, aprendia 400 palavras novas por semana e escrevia um livro no final do ano.
Aprendia a falar em público, aprendia a expor, aprendia a consultar livros numa biblioteca, aprendia a criticar, aprendia todos os estilos de exposição... Nós nunca aprendemos isto em Portugal. O máximo que aprendemos foi a análise morfológica das frases, mas não jamais a fazer a transição entre as frases.
Depois de perceber como é que funcionava o ensino da língua naquela escola, tive imensa curiosidade em conhecer o professor que, dois anos depois, estava em Harvard.
P- Mas este tipo de educação não é comum mesmo nos Estados Unidos...
R- Não, não é. Esta é a educação de uma elite específica que tem um poder nos Estados Unidos perfeitamente gigantesco, exactamente porque tem uma educação incomparavelmente superior. O domínio da língua consegue-se através da leitura e da escrita. É fundamental e o computador, seja ele qual for, vem no fim.
Por isso, e para concluir, a elite portuguesa quando comparada com a elite mundial está a anos-luz e esbarra, logo à partida, no domínio da língua.
A segunda componente tem a ver com a imaginação. Em Portugal ninguém percebe o que é a imaginação e a criatividade. Numa universidade, analisando as cadeiras que os estudantes têm, quantas é que apelam à imaginação? Talvez duas em 50! Ou seja, a maior parte das pessoas que cumpre as licenciaturas são, eventualmente, muito bons naquilo que os professores ensinam, são bons a resolver charadas... mas não há nada que estimule a criatividade, a imaginação (...).
P- E a terceira componente?
R- É algo que verdadeiramente nunca pensei que acontecesse. Quando o meu filho estava nessa escola, comecei a perceber que ele tinha exercícios completamente diferentes. Durante um mês vinha com problemas desse género: "Quantas lâmpadas existem no estado do Massachusetts?"; no dia seguinte, "diga quantas pessoas vão à praia da sua cidade"... Ou seja, comecei a perceber que estes exercícios estavam ligados ao "back of the envelope engineering", isto é , como é que lidamos com a incerteza, com aproximações, quando não temos os dados todos.
É que este tipo de análise está sempre presente nas nossas vidas profissionais e pessoais e daí que seja tão importante ser estimulada desde cedo (...).
P- O problema da educação em Portugal é meramente político?
R- Há várias coisas... Nós não damos liberdade às diferentes escolas para fazerem o que lhes apetece. Está tudo centralizado numa avenida de Lisboa... Claro que é uma questão política. E de liberdade."
Carlos Fiolhais, físico, destaca no blog De Rerum Natura: Sobre a natureza das coisas um excerto de uma entrevista dada por António Câmara, professor da Universidade Nova e CEO da YDreams à revista "Executive Digest" de Março de 2010:
P- Em termos de educação, como é que vê e analisa este quase admirável mundo novo num país onde, paralelamente, ainda existe muita ardósia e giz?
R- Não são mundos incompatíveis. Um dos grandes problemas de Portugal é que se esqueceu por completo a língua... Repare, uma das avaliações que fazemos internamente é saber qual é a diferença entre nós que estudámos em Portugal, e também lá fora, e os líderes mundiais nas diferentes áreas...
A primeira vez que percebi e entendi a verdadeira diferença foi em 1998 quando fui viver para Boston para um bairro judeu e coloquei o meu filho mais velho numa escola pública mas dominantemente judia. A educação nesta escola era simplesmente fantástica e tinha três componentes completamente diferentes da educação em Portugal. A mais chocante delas, aquela que nos deixava a anos-luz, era o ensino da língua que era a um nível perfeitamente superior. Qualquer miúdo de 12 anos lia um livro por semana, aprendia 400 palavras novas por semana e escrevia um livro no final do ano.
Aprendia a falar em público, aprendia a expor, aprendia a consultar livros numa biblioteca, aprendia a criticar, aprendia todos os estilos de exposição... Nós nunca aprendemos isto em Portugal. O máximo que aprendemos foi a análise morfológica das frases, mas não jamais a fazer a transição entre as frases.
Depois de perceber como é que funcionava o ensino da língua naquela escola, tive imensa curiosidade em conhecer o professor que, dois anos depois, estava em Harvard.
P- Mas este tipo de educação não é comum mesmo nos Estados Unidos...
R- Não, não é. Esta é a educação de uma elite específica que tem um poder nos Estados Unidos perfeitamente gigantesco, exactamente porque tem uma educação incomparavelmente superior. O domínio da língua consegue-se através da leitura e da escrita. É fundamental e o computador, seja ele qual for, vem no fim.
Por isso, e para concluir, a elite portuguesa quando comparada com a elite mundial está a anos-luz e esbarra, logo à partida, no domínio da língua.
A segunda componente tem a ver com a imaginação. Em Portugal ninguém percebe o que é a imaginação e a criatividade. Numa universidade, analisando as cadeiras que os estudantes têm, quantas é que apelam à imaginação? Talvez duas em 50! Ou seja, a maior parte das pessoas que cumpre as licenciaturas são, eventualmente, muito bons naquilo que os professores ensinam, são bons a resolver charadas... mas não há nada que estimule a criatividade, a imaginação (...).
P- E a terceira componente?
R- É algo que verdadeiramente nunca pensei que acontecesse. Quando o meu filho estava nessa escola, comecei a perceber que ele tinha exercícios completamente diferentes. Durante um mês vinha com problemas desse género: "Quantas lâmpadas existem no estado do Massachusetts?"; no dia seguinte, "diga quantas pessoas vão à praia da sua cidade"... Ou seja, comecei a perceber que estes exercícios estavam ligados ao "back of the envelope engineering", isto é , como é que lidamos com a incerteza, com aproximações, quando não temos os dados todos.
É que este tipo de análise está sempre presente nas nossas vidas profissionais e pessoais e daí que seja tão importante ser estimulada desde cedo (...).
P- O problema da educação em Portugal é meramente político?
R- Há várias coisas... Nós não damos liberdade às diferentes escolas para fazerem o que lhes apetece. Está tudo centralizado numa avenida de Lisboa... Claro que é uma questão política. E de liberdade."
sexta-feira, 19 de março de 2010
Naquele dia
Numa manha cizenta acordam os peixes meio abananados, cheios de rimel nos olhos, embebecidos em algas flurescentes que bailam, pulam e saltam como pirilampos á volta de uma lampada incandeceste, quase como a se ver ao espelho, veêm-se os peixes quando olham para o céu e do céu para a terra a passear debaixo de um cizento onde por cima um sol brilha, fechado por entre arvoredos e montanhas silenciosas que se esbatem a favor do vento que sopra na direção de uma brasa que de intenso calor fumega, que de dentro para fora brilha, quente e fulgurosa, emanente que de não se libertar encobre os olhos que do rímel foram apagados e incendiados pelo luar em que num dia purificados por um raio de sol que os tocou na face os soltou, libertou e
voou.
Paz
:)
voou.
Paz
:)
quinta-feira, 18 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Identidade Própria
Finalização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Sartre)
Ir para: navegação, pesquisa
Jean-Paul Sartre
Simone de Beauvoir, Sartre e Che Guevara
Nascimento 21 de Junho de 1905
Paris
Morte 15 de Abril de 1980 (74 anos)
Paris
Nacionalidade Francês
Ocupação Filósofo, escritor
Magnum opus O ser e o nada
Escola/tradição Existencialismo, Marxismo
Principais interesses Epistemologia, Ética, Política, Ontologia, Metafísica, Fenomenologia
Idéias notáveis "O Homem está condenado à liberdade", "A existência precede a essência"
Prêmios Nobel de Literatura (1964)
Influências Kant, Marx, Nietzsche, Kierkegaard, Camus, Hegel, Heidegger, Husserl, Dostoievski
Influenciados Deleuze, Simone de Beauvoir, Fanon, Butler, Shariati
Jean-Paul Charles Aymard Sartre (Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de 1980) foi um filósofo francês, escritor e crítico, conhecido representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.
Repeliu as distinções e as funções oficiais e, por estes motivos, se recusou a receber o Nobel de Literatura de 1964. Sua filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma "essência" posterior à existência.[1]
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Sartre)
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Jean-Paul Sartre
Simone de Beauvoir, Sartre e Che Guevara
Nascimento 21 de Junho de 1905
Paris
Morte 15 de Abril de 1980 (74 anos)
Paris
Nacionalidade Francês
Ocupação Filósofo, escritor
Magnum opus O ser e o nada
Escola/tradição Existencialismo, Marxismo
Principais interesses Epistemologia, Ética, Política, Ontologia, Metafísica, Fenomenologia
Idéias notáveis "O Homem está condenado à liberdade", "A existência precede a essência"
Prêmios Nobel de Literatura (1964)
Influências Kant, Marx, Nietzsche, Kierkegaard, Camus, Hegel, Heidegger, Husserl, Dostoievski
Influenciados Deleuze, Simone de Beauvoir, Fanon, Butler, Shariati
Jean-Paul Charles Aymard Sartre (Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de 1980) foi um filósofo francês, escritor e crítico, conhecido representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.
Repeliu as distinções e as funções oficiais e, por estes motivos, se recusou a receber o Nobel de Literatura de 1964. Sua filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma "essência" posterior à existência.[1]
Catarse iii
Metáfora Poetica vs Sujeito Poetico
A metáfora é a criação do sujeito poético, que por o ser e sendo faz da poética a sua existência e se não estivesse convencido de que era uma metáfora, não existiria em si mesmo...
logo não o era.
A metáfora é a criação do sujeito poético, que por o ser e sendo faz da poética a sua existência e se não estivesse convencido de que era uma metáfora, não existiria em si mesmo...
logo não o era.
Metáfora Poetica vs Sujeito Poetico
A metáfora é a criação do sujeito poetico, que por o ser e sendo faz da poetica a sua existência e se não estivesse convencido de que era uma metáfora, não existiria em si mesmo...
logo não o era.
logo não o era.
terça-feira, 2 de março de 2010
"Lastimas para quê"
Onde é que estão os que andam perdidos e não se encontram ?
E onde é que estão os outros como nós com a consciencia para actuar ?
Estamos aqui, e em frente daqui seguimos, e se não fossem eles mesmos que seria de nós ?
Lanço a minha questão, e nos céus nos ergamos para que toquemos a terra na companhia de nossos irmãos para que despertem deste sonho adormecido.
À luta, Às Armas
Pela Pàtria
Pelo sonho das eras Português
Por nós
Livres de alma
Espirito
Ofegantes de Liberdade.
Além Mar
Além frontreiras..
Vazios de nada
Cheios de tudo.
E onde é que estão os outros como nós com a consciencia para actuar ?
Estamos aqui, e em frente daqui seguimos, e se não fossem eles mesmos que seria de nós ?
Lanço a minha questão, e nos céus nos ergamos para que toquemos a terra na companhia de nossos irmãos para que despertem deste sonho adormecido.
À luta, Às Armas
Pela Pàtria
Pelo sonho das eras Português
Por nós
Livres de alma
Espirito
Ofegantes de Liberdade.
Além Mar
Além frontreiras..
Vazios de nada
Cheios de tudo.
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