quarta-feira, 31 de março de 2010

[Tem o poeta uma fisga]

[Tem o poeta uma fisga]

Tem o poeta uma fisga
E um caroço de azeitona
E dele ninguém se pisga
Sem levar uma na mona

O poeta é como um puto
Não há muros que não salte
Nem árvore cujo fruto
Lhe negue o sabor de malte

E mesmo que o tempo passe
E na barba nasça neve
Em cada dia ele faz-se
E desfaz-se no que escreve

Xavier Zarco

1 comentário:

  1. Conheço o poeta em questão: bom amigo, bom poeta [tu, ficas com o bom-gosto]

    abraços,
    El

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