[Tem o poeta uma fisga]
Tem o poeta uma fisga
E um caroço de azeitona
E dele ninguém se pisga
Sem levar uma na mona
O poeta é como um puto
Não há muros que não salte
Nem árvore cujo fruto
Lhe negue o sabor de malte
E mesmo que o tempo passe
E na barba nasça neve
Em cada dia ele faz-se
E desfaz-se no que escreve
Xavier Zarco
quarta-feira, 31 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
CEDO OU TARDE
CEDO OU TARDE
Devias saber
que é sempre tarde
que se nasce, que é
sempre cedo
que se morre. E devias
saber também
que a nenhuma árvore
é lícito escolher
o ramo onde as aves
fazem ninho e as flores
procriam.
Albano Martins
com a devida vénia, de ESCRITO A VERMELHO, Campo das Letras, Editores, S.A., Maio de 1999
Devias saber
que é sempre tarde
que se nasce, que é
sempre cedo
que se morre. E devias
saber também
que a nenhuma árvore
é lícito escolher
o ramo onde as aves
fazem ninho e as flores
procriam.
Albano Martins
com a devida vénia, de ESCRITO A VERMELHO, Campo das Letras, Editores, S.A., Maio de 1999
domingo, 28 de março de 2010
rem novae
De Rerum Novarum
Ad perpetuam rei memoriam
in re.
Ad perpetuam rei memoriam
in re.
Etiquetas:
Artes,
Concretização,
Criatividade,
Diálogo intercultural,
Filosofia,
homem,
Ser humano
Sete árvores para cada ser humano
Sete árvores para cada ser humano
Para que um ser humano consiga respirar, são necessárias sete árvores. Cada ser humano é responsável por sete árvores. Um casal é responsável por catorze árvores e cada um dos seus filhos por mais sete árvores. Se não vive junto de árvore alguma, junte-se a uma qualquer campanha com o seu parceiro e filhos e plantem sete árvores por cada membro da família. Ser humano é precisar de sete árvores para respirar. Isso não lhe diz nada?
Para que um ser humano consiga respirar, são necessárias sete árvores. Cada ser humano é responsável por sete árvores. Um casal é responsável por catorze árvores e cada um dos seus filhos por mais sete árvores. Se não vive junto de árvore alguma, junte-se a uma qualquer campanha com o seu parceiro e filhos e plantem sete árvores por cada membro da família. Ser humano é precisar de sete árvores para respirar. Isso não lhe diz nada?
sexta-feira, 26 de março de 2010
Os direitos das crianças, por Pedro Strecht
Os direitos das crianças, por Pedro Strecht
“Se se fizerem duas simples perguntas a um membro dessa geração: ‘como quer que seja o mundo daqui a cinquenta anos?’ e ‘o que quer que seja sua vida daqui a cinco anos?’, as respostas serão quase sempre precedidas por: ‘desde que ainda haja um mundo’ e ‘desde que eu ainda esteja vivo’. Nas palavras de George Wald, ‘aquilo com que nos defrontamos é uma geração que de forma alguma está segura de ter um futuro’. Pois o futuro, segundo Spender, é como uma bomba-relógio enterrada, cujo tique-taque soa no presente. À frequente questão: ‘quem são eles, esta nova geração?’, pode-se estar tentado a responder: ‘aqueles que ouvem o tique-taque” (ARENDT, 1969, p. 22)
O texto que se segue é de Pedro Strecht, pedo-psiquiatra, do livro Crescer Vazio, 3.ª edição, 1998. O Outro acrescentaria ao texto que "Todas as crianças têm o direito de acreditar que existe um futuro." O Outro acredita ainda que, se estes direitos fossem respeitados, não haveria violência nas escolas.
Todas as crianças com mais de cinco anostêm direito a desabafar.
Todas as crianças até aos onze ou doze anos têm direito a andar grátis no Carrocel quando estão de férias.
Todas as crianças que andam na Escola têm direito a serem alegres, terem amigos e a brincarem com os outros. Têm direito a ter uma Professora que não grite com elas.
Todas as crianças têm direito a ver o mar verdadeiro, especialmente em dia de maré vazia.
Todas as crianças têm direito a, pelo menos uma vez na vida, escolher um chocolate que lhes apeteça.
Todas as crianças têm direito a terem orgulho na sua existência.
Todas as crianças têm direito a pensar e a sentir como lhes manda o coração, até serem velhas, aí com uns vinte anos.
Todas as crianças têm direito a terem em casa o Pai e a Mãe, os irmãos, se houver, e comida. Se o Pai e Mãe não conseguirem viver juntos têm direito a que cada um deles respeite o outro.
Todas as crianças têm direito a deitarem-se no chão para ver as nuvens passar, imaginando formas de todos os bichos do Mundo combinadas com as coisas que quiserem (por exemplo, um cão a andar de patins ou uma girafa de orelhas compridas).
Todas as crianças têm direito a começarem uma colecção não interessa de quê.
Todas as crianças têm direito a chupar o dedo indicador que espetaram num bolo acabado de fazer ou então lamber a colher com que raparam a taça em que ele foi feito.
Todas as crianças têm direito a tentarem manter-se acordadas até tarde numa noite de Verão, na esperança de verem uma estrela cadente e pedirem três desejos (a justiça devia fazer acontecer sempre pelo menos um).
Todas as crianças têm direito a escrever ou a falar uma linguagem inventada por elas (ou que julgam inventada por elas), como por exemplo a «linguagem dos pês»: «apalinpingupuapagempem dospos pêspês».
Todas as crianças têm direito a imaginar o que vão querer fazer quando forem grandes (habitualmente coisas extravagantes) e a perguntar aos adultos «o que queres ser quando fores pequenino?».
Todas as crianças têm direito a dormir numa cama sua, sentindo o cheiro da roupa lavada, e a terem um espaço próprio na casa, pelo menos a partir do ano de idade.
Todas as crianças têm direito a passear na rua tentando pisar apenas o empedrado branco (ou só o preto); em opção, têm direito a fazer uma viagem contando quantos carros vermelhos passam na faixa contrária.
Todas as crianças meninos têm direito a, pelo menos uma vez na vida, perguntar a uma menina «queres ser a minha namorada?» e todas as meninas têm direito a, pelo menos uma vez na vida, responder, «sim,quero».
Todas as crianças têm direito a ouvir um adulto contar pelo menos uma destas histórias: Peter Pan, o Principezinho ou o Príncipe Feliz.
Todas as crianças têm direito a ter alegria suficiente para imaginar coisas boas antes de dormirem e depois, a sonhar com elas.
Todas as crianças têm direito a ter um boneco de peluche preferido, especialmente quando velho, já lavado e mesmo com um olho a menos.
Todas as crianças (especialmente se já adolescentes) têm direito a usar os ténis preferidos, mesmo que rotos e com cheiro tóxico.
Todas as crianças têm direito a poder tomar banho sozinhas e a experimentar mergulhar na banheira contando o tempo que aguentam sem respirar.
Todas as crianças têm direito a jogar aos polícias e ladrões, preferindo inevitavelmente serem ladrões.
Todas as crianças têm direito a ter um colo onde se possam sentar, enroscar como numa concha e receber mimos.
Todas as crianças têm direito a nascer iguais em direitos.
Todas as crianças têm direito a conhecer o sítio onde nasceram e a visitá-lo livremente.
Todas as crianças têm direito a não ficarem sozinhas a chorar.
Todas as crianças têm direito a viver num País que tenha um Ministério da Infância e Juventude, que olhe verdadeiramente pelo crescimento afectivo e bem-estar interior (sem preconceitos adultocêntricos ou hipocrisias com ares de cromo abrilhantado).
Todas as crianças têm direito a acreditar que têm um adulto que olha por elas e as ama sem condição prévia (nem que seja Nosso Senhor).
Todas as crianças têm direito a viver felizes e a ter paz nos seus pensamentos e sentimentos.
“Se se fizerem duas simples perguntas a um membro dessa geração: ‘como quer que seja o mundo daqui a cinquenta anos?’ e ‘o que quer que seja sua vida daqui a cinco anos?’, as respostas serão quase sempre precedidas por: ‘desde que ainda haja um mundo’ e ‘desde que eu ainda esteja vivo’. Nas palavras de George Wald, ‘aquilo com que nos defrontamos é uma geração que de forma alguma está segura de ter um futuro’. Pois o futuro, segundo Spender, é como uma bomba-relógio enterrada, cujo tique-taque soa no presente. À frequente questão: ‘quem são eles, esta nova geração?’, pode-se estar tentado a responder: ‘aqueles que ouvem o tique-taque” (ARENDT, 1969, p. 22)
O texto que se segue é de Pedro Strecht, pedo-psiquiatra, do livro Crescer Vazio, 3.ª edição, 1998. O Outro acrescentaria ao texto que "Todas as crianças têm o direito de acreditar que existe um futuro." O Outro acredita ainda que, se estes direitos fossem respeitados, não haveria violência nas escolas.
Todas as crianças com mais de cinco anostêm direito a desabafar.
Todas as crianças até aos onze ou doze anos têm direito a andar grátis no Carrocel quando estão de férias.
Todas as crianças que andam na Escola têm direito a serem alegres, terem amigos e a brincarem com os outros. Têm direito a ter uma Professora que não grite com elas.
Todas as crianças têm direito a ver o mar verdadeiro, especialmente em dia de maré vazia.
Todas as crianças têm direito a, pelo menos uma vez na vida, escolher um chocolate que lhes apeteça.
Todas as crianças têm direito a terem orgulho na sua existência.
Todas as crianças têm direito a pensar e a sentir como lhes manda o coração, até serem velhas, aí com uns vinte anos.
Todas as crianças têm direito a terem em casa o Pai e a Mãe, os irmãos, se houver, e comida. Se o Pai e Mãe não conseguirem viver juntos têm direito a que cada um deles respeite o outro.
Todas as crianças têm direito a deitarem-se no chão para ver as nuvens passar, imaginando formas de todos os bichos do Mundo combinadas com as coisas que quiserem (por exemplo, um cão a andar de patins ou uma girafa de orelhas compridas).
Todas as crianças têm direito a começarem uma colecção não interessa de quê.
Todas as crianças têm direito a chupar o dedo indicador que espetaram num bolo acabado de fazer ou então lamber a colher com que raparam a taça em que ele foi feito.
Todas as crianças têm direito a tentarem manter-se acordadas até tarde numa noite de Verão, na esperança de verem uma estrela cadente e pedirem três desejos (a justiça devia fazer acontecer sempre pelo menos um).
Todas as crianças têm direito a escrever ou a falar uma linguagem inventada por elas (ou que julgam inventada por elas), como por exemplo a «linguagem dos pês»: «apalinpingupuapagempem dospos pêspês».
Todas as crianças têm direito a imaginar o que vão querer fazer quando forem grandes (habitualmente coisas extravagantes) e a perguntar aos adultos «o que queres ser quando fores pequenino?».
Todas as crianças têm direito a dormir numa cama sua, sentindo o cheiro da roupa lavada, e a terem um espaço próprio na casa, pelo menos a partir do ano de idade.
Todas as crianças têm direito a passear na rua tentando pisar apenas o empedrado branco (ou só o preto); em opção, têm direito a fazer uma viagem contando quantos carros vermelhos passam na faixa contrária.
Todas as crianças meninos têm direito a, pelo menos uma vez na vida, perguntar a uma menina «queres ser a minha namorada?» e todas as meninas têm direito a, pelo menos uma vez na vida, responder, «sim,quero».
Todas as crianças têm direito a ouvir um adulto contar pelo menos uma destas histórias: Peter Pan, o Principezinho ou o Príncipe Feliz.
Todas as crianças têm direito a ter alegria suficiente para imaginar coisas boas antes de dormirem e depois, a sonhar com elas.
Todas as crianças têm direito a ter um boneco de peluche preferido, especialmente quando velho, já lavado e mesmo com um olho a menos.
Todas as crianças (especialmente se já adolescentes) têm direito a usar os ténis preferidos, mesmo que rotos e com cheiro tóxico.
Todas as crianças têm direito a poder tomar banho sozinhas e a experimentar mergulhar na banheira contando o tempo que aguentam sem respirar.
Todas as crianças têm direito a jogar aos polícias e ladrões, preferindo inevitavelmente serem ladrões.
Todas as crianças têm direito a ter um colo onde se possam sentar, enroscar como numa concha e receber mimos.
Todas as crianças têm direito a nascer iguais em direitos.
Todas as crianças têm direito a conhecer o sítio onde nasceram e a visitá-lo livremente.
Todas as crianças têm direito a não ficarem sozinhas a chorar.
Todas as crianças têm direito a viver num País que tenha um Ministério da Infância e Juventude, que olhe verdadeiramente pelo crescimento afectivo e bem-estar interior (sem preconceitos adultocêntricos ou hipocrisias com ares de cromo abrilhantado).
Todas as crianças têm direito a acreditar que têm um adulto que olha por elas e as ama sem condição prévia (nem que seja Nosso Senhor).
Todas as crianças têm direito a viver felizes e a ter paz nos seus pensamentos e sentimentos.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Um psiquiatra fala sobre a depressão e a tristeza
O Dr. Luís Ferreira é psiquiatra e director de Serviço do Hospital Magalhães Lemos.
"A obsessão com o crescimento económico e a fé cega na cultura do trabalho parecem não estar a dar bons frutos em ter-mos de saúde mental das pessoas e de saúde física do plane-ta."
"E o bem-estar, a harmonia com o mundo, a ética, a estética e a racionalidade?
Pode ser que venham a ser conquistados pelos descontentes e tristes num futuro em que o tempo para pensar e fruir seja retirado ao tempo para produzir e poluir;"
"e em que os Invernos da alma sejam vistos como prelúdios necessários às Primaveras."
"Ora se a tristeza e as "depressões ligeiras" podem até ser úteis na criação de respostas alternativas e beneficiam pouco com os tratamentos, valerá a pena diagnosticá-las e tratá-las?"
"Claro que no sistema vigente as dificuldades de uns são sempre oportunidades de negócios para outros e até de eventual descida do défice das contas públicas."
"Por outro lado, a tristeza e alguns estados de humor depressivo menos graves podem constituir-se como reacções adequadas a problemas pessoais, a stress no trabalho ou mesmo como reacções ao sistema de organização social."
"Trata-se de um psiquiatra, mas de um que, obviamente, vê o ser humano por inteiro e aborda estes temas com essa visão, uma visão do Outro."
"A obsessão com o crescimento económico e a fé cega na cultura do trabalho parecem não estar a dar bons frutos em ter-mos de saúde mental das pessoas e de saúde física do plane-ta."
"E o bem-estar, a harmonia com o mundo, a ética, a estética e a racionalidade?
Pode ser que venham a ser conquistados pelos descontentes e tristes num futuro em que o tempo para pensar e fruir seja retirado ao tempo para produzir e poluir;"
"e em que os Invernos da alma sejam vistos como prelúdios necessários às Primaveras."
"Ora se a tristeza e as "depressões ligeiras" podem até ser úteis na criação de respostas alternativas e beneficiam pouco com os tratamentos, valerá a pena diagnosticá-las e tratá-las?"
"Claro que no sistema vigente as dificuldades de uns são sempre oportunidades de negócios para outros e até de eventual descida do défice das contas públicas."
"Por outro lado, a tristeza e alguns estados de humor depressivo menos graves podem constituir-se como reacções adequadas a problemas pessoais, a stress no trabalho ou mesmo como reacções ao sistema de organização social."
"Trata-se de um psiquiatra, mas de um que, obviamente, vê o ser humano por inteiro e aborda estes temas com essa visão, uma visão do Outro."
Cada homem tem o corpo de um homem e o coração de um deus
Cada homem tem o corpo de um homem e o coração de um deus
Porque é que os portugueses são tristes? Porque estão perto da verdade. Quem tiver lido alguns livros, deixados por pessoas inteligentes desde o princípio da escrita, sabe que a vida é sempre triste. O homem vive muito sujeito. Está sujeito ao seu tempo, à sua condição e ao seu meio de uma maneira tal que quase nada fica para ele poder fazer como quer. Para se afirmar, como agora se diz, tão mal.
Sobre nós mandam tanto a saúde e o dinheiro que temos, o sítio onde nascemos, o sangue que herdámos, os hábitos que aprendemos, a raça, a idade que temos, o feitio, a disposição, a cara e o corpo com que nascemos, as verdades que achamos; mandam tanto em nós estas coisas que nos dão que ficamos com pouco mais do que a vontade. A vontade e um coração acordado e estúpido, que pede como se tudo pudéssemos. Um coração cego e estúpido, que não vê que não podemos quase nada.
Aí está a razão da nossa tristeza permanente. Cada homem tem o corpo de um homem e o coração de um deus. E na diferença entre aquilo que sentimos e aquilo que acontece, entre o que pede o coração e não pode a vida, que muito cedo encontramos o hábito da tristeza. Habituamo-nos a amar sem nos sentirmos amados e a esse sentimento, cortado por surpresas curtas, passamos a chamar amor. E com verdade. No mundo das ausências, onde a tristeza vem de sabermos muito bem o que nos falta, a nós e àqueles que nos rodeiam, a bondade, que nos torna vulneráveis aos sofrimentos daqueles que nos acompanham e nos faz sofrer duas vezes mais do que se estivéssemos sozinhos, é o preço que pagamos por não sermos amargos. É graças à bondade que estamos tristes acompanhados. Há uma última doçura em sermos tristes num mundo triste. Igual a nós.
Miguel Esteves Cardoso in As Minhas Aventuras na República Portuguesa
Porque é que os portugueses são tristes? Porque estão perto da verdade. Quem tiver lido alguns livros, deixados por pessoas inteligentes desde o princípio da escrita, sabe que a vida é sempre triste. O homem vive muito sujeito. Está sujeito ao seu tempo, à sua condição e ao seu meio de uma maneira tal que quase nada fica para ele poder fazer como quer. Para se afirmar, como agora se diz, tão mal.
Sobre nós mandam tanto a saúde e o dinheiro que temos, o sítio onde nascemos, o sangue que herdámos, os hábitos que aprendemos, a raça, a idade que temos, o feitio, a disposição, a cara e o corpo com que nascemos, as verdades que achamos; mandam tanto em nós estas coisas que nos dão que ficamos com pouco mais do que a vontade. A vontade e um coração acordado e estúpido, que pede como se tudo pudéssemos. Um coração cego e estúpido, que não vê que não podemos quase nada.
Aí está a razão da nossa tristeza permanente. Cada homem tem o corpo de um homem e o coração de um deus. E na diferença entre aquilo que sentimos e aquilo que acontece, entre o que pede o coração e não pode a vida, que muito cedo encontramos o hábito da tristeza. Habituamo-nos a amar sem nos sentirmos amados e a esse sentimento, cortado por surpresas curtas, passamos a chamar amor. E com verdade. No mundo das ausências, onde a tristeza vem de sabermos muito bem o que nos falta, a nós e àqueles que nos rodeiam, a bondade, que nos torna vulneráveis aos sofrimentos daqueles que nos acompanham e nos faz sofrer duas vezes mais do que se estivéssemos sozinhos, é o preço que pagamos por não sermos amargos. É graças à bondade que estamos tristes acompanhados. Há uma última doçura em sermos tristes num mundo triste. Igual a nós.
Miguel Esteves Cardoso in As Minhas Aventuras na República Portuguesa
terça-feira, 23 de março de 2010
Cruzamento
No dominio do invisivel transparece a razão de ser.
No entanto a existência poderá ser apenas um simples reflexo ?
No entanto a existência poderá ser apenas um simples reflexo ?
segunda-feira, 22 de março de 2010
"...só há homem, quando se faz o impossível"
"...só há homem, quando se faz o impossível"
"Estou a exigir muito de si? Quem lhe há-de exigir muito senão os seus amigos ? Eles receberam o encargo de o não deixar amolecer e, pela minha parte, tenha você a certeza de que o hei-de cumprir. Você há-de dar tudo o que puder, e mesmo, e sobretudo, o que não puder; porque só há homem, quando se faz o impossível; o possível todos os bichos fazem. Quando você saltar e saltar bem, eu direi sempre: agora mais alto! Que me importa que você caia. Os fracos vieram só para cair, mas os fortes vieram para esse tremendo exercício: cair e levantar-se; sorrindo"
- Agostinho da Silva, Sete Cartas a um Jovem Filósofo [1945], in Textos e Ensaios Filosóficos I, p. 268.
"Estou a exigir muito de si? Quem lhe há-de exigir muito senão os seus amigos ? Eles receberam o encargo de o não deixar amolecer e, pela minha parte, tenha você a certeza de que o hei-de cumprir. Você há-de dar tudo o que puder, e mesmo, e sobretudo, o que não puder; porque só há homem, quando se faz o impossível; o possível todos os bichos fazem. Quando você saltar e saltar bem, eu direi sempre: agora mais alto! Que me importa que você caia. Os fracos vieram só para cair, mas os fortes vieram para esse tremendo exercício: cair e levantar-se; sorrindo"
- Agostinho da Silva, Sete Cartas a um Jovem Filósofo [1945], in Textos e Ensaios Filosóficos I, p. 268.
Uma revista que nos vai fazer pensar
Uma revista que nos vai fazer pensar
Em Abril, nasce uma nova revista. A Cultura ENTRE Culturas vai ser uma revista semestral dedicada ao diálogo intercultural e a estabelecer pontes e mediações entre todas as disciplinas, saberes e tradições. Publica ensaio, poesia e fotografia. Mas acima de tudo vai ser uma revista que nos vai fazer pensar. Porque vai ser ecléctica. Porque vai ser surpreendente. Porque vai questionar sem responder.
A ENTRE elege-se pelos seguintes propósitos:
Contribuir para o desenvolvimento de uma consciência-experiência integrais, multidimensionais, inter e trans-disciplinares do real e do que possa haver além-aquém do que como tal se designa, enriquecendo criativamente a vida e a existência mediante a compreensiva realização das suas supremas possibilidades.
Explorar antigas e novas possibilidades espirituais, mentais, éticas, artísticas, científicas, educativas, ecológicas, comunicacionais, sociais, políticas e económicas, alternativas à crise e declínio do paradigma civilizacional ainda dominante e que obedeçam ao soberano critério do melhor possível para todos os seres sencientes, humanos e não-humanos.
Promover o conhecimento e diálogo entre culturas, civilizações, religiões e espiritualidades, bem como entre estas, o ateísmo e o agnosticismo, no espírito da mais ampla imparcialidade e universalismo.
Contribuir para a harmonia e a não-violência na relação do homem consigo, com a natureza e com todos os seres sencientes, ou seja, capazes de sentir dor, prazer e emoções.
Despertar e orientar para estes fins a cultura e a sociedade portuguesas, bem como a comunidade lusófona, valorizando e promovendo as tendências nelas latentes que mais apontem neste sentido.
A revista Cultura ENTRE Culturas tem na Comissão de Honra alguns dos pensadores mais influentes e representativos do diálogo intercultural, integra no Conselho de Direcção destacadas figuras públicas e da academia portuguesa e internacional e conta no Conselho Editorial com alguns dos mais jovens valores da cultura portuguesa e não só. Pode ver a informação completa no blog da revista.
http://arevistaentre.blogspot.com/
Em Abril, nasce uma nova revista. A Cultura ENTRE Culturas vai ser uma revista semestral dedicada ao diálogo intercultural e a estabelecer pontes e mediações entre todas as disciplinas, saberes e tradições. Publica ensaio, poesia e fotografia. Mas acima de tudo vai ser uma revista que nos vai fazer pensar. Porque vai ser ecléctica. Porque vai ser surpreendente. Porque vai questionar sem responder.
A ENTRE elege-se pelos seguintes propósitos:
Contribuir para o desenvolvimento de uma consciência-experiência integrais, multidimensionais, inter e trans-disciplinares do real e do que possa haver além-aquém do que como tal se designa, enriquecendo criativamente a vida e a existência mediante a compreensiva realização das suas supremas possibilidades.
Explorar antigas e novas possibilidades espirituais, mentais, éticas, artísticas, científicas, educativas, ecológicas, comunicacionais, sociais, políticas e económicas, alternativas à crise e declínio do paradigma civilizacional ainda dominante e que obedeçam ao soberano critério do melhor possível para todos os seres sencientes, humanos e não-humanos.
Promover o conhecimento e diálogo entre culturas, civilizações, religiões e espiritualidades, bem como entre estas, o ateísmo e o agnosticismo, no espírito da mais ampla imparcialidade e universalismo.
Contribuir para a harmonia e a não-violência na relação do homem consigo, com a natureza e com todos os seres sencientes, ou seja, capazes de sentir dor, prazer e emoções.
Despertar e orientar para estes fins a cultura e a sociedade portuguesas, bem como a comunidade lusófona, valorizando e promovendo as tendências nelas latentes que mais apontem neste sentido.
A revista Cultura ENTRE Culturas tem na Comissão de Honra alguns dos pensadores mais influentes e representativos do diálogo intercultural, integra no Conselho de Direcção destacadas figuras públicas e da academia portuguesa e internacional e conta no Conselho Editorial com alguns dos mais jovens valores da cultura portuguesa e não só. Pode ver a informação completa no blog da revista.
http://arevistaentre.blogspot.com/
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Criatividade,
Diálogo intercultural,
Filosofia,
Ser humano
Opinião: A educação segundo António Câmara
Opinião: A educação segundo António Câmara
Carlos Fiolhais, físico, destaca no blog De Rerum Natura: Sobre a natureza das coisas um excerto de uma entrevista dada por António Câmara, professor da Universidade Nova e CEO da YDreams à revista "Executive Digest" de Março de 2010:
P- Em termos de educação, como é que vê e analisa este quase admirável mundo novo num país onde, paralelamente, ainda existe muita ardósia e giz?
R- Não são mundos incompatíveis. Um dos grandes problemas de Portugal é que se esqueceu por completo a língua... Repare, uma das avaliações que fazemos internamente é saber qual é a diferença entre nós que estudámos em Portugal, e também lá fora, e os líderes mundiais nas diferentes áreas...
A primeira vez que percebi e entendi a verdadeira diferença foi em 1998 quando fui viver para Boston para um bairro judeu e coloquei o meu filho mais velho numa escola pública mas dominantemente judia. A educação nesta escola era simplesmente fantástica e tinha três componentes completamente diferentes da educação em Portugal. A mais chocante delas, aquela que nos deixava a anos-luz, era o ensino da língua que era a um nível perfeitamente superior. Qualquer miúdo de 12 anos lia um livro por semana, aprendia 400 palavras novas por semana e escrevia um livro no final do ano.
Aprendia a falar em público, aprendia a expor, aprendia a consultar livros numa biblioteca, aprendia a criticar, aprendia todos os estilos de exposição... Nós nunca aprendemos isto em Portugal. O máximo que aprendemos foi a análise morfológica das frases, mas não jamais a fazer a transição entre as frases.
Depois de perceber como é que funcionava o ensino da língua naquela escola, tive imensa curiosidade em conhecer o professor que, dois anos depois, estava em Harvard.
P- Mas este tipo de educação não é comum mesmo nos Estados Unidos...
R- Não, não é. Esta é a educação de uma elite específica que tem um poder nos Estados Unidos perfeitamente gigantesco, exactamente porque tem uma educação incomparavelmente superior. O domínio da língua consegue-se através da leitura e da escrita. É fundamental e o computador, seja ele qual for, vem no fim.
Por isso, e para concluir, a elite portuguesa quando comparada com a elite mundial está a anos-luz e esbarra, logo à partida, no domínio da língua.
A segunda componente tem a ver com a imaginação. Em Portugal ninguém percebe o que é a imaginação e a criatividade. Numa universidade, analisando as cadeiras que os estudantes têm, quantas é que apelam à imaginação? Talvez duas em 50! Ou seja, a maior parte das pessoas que cumpre as licenciaturas são, eventualmente, muito bons naquilo que os professores ensinam, são bons a resolver charadas... mas não há nada que estimule a criatividade, a imaginação (...).
P- E a terceira componente?
R- É algo que verdadeiramente nunca pensei que acontecesse. Quando o meu filho estava nessa escola, comecei a perceber que ele tinha exercícios completamente diferentes. Durante um mês vinha com problemas desse género: "Quantas lâmpadas existem no estado do Massachusetts?"; no dia seguinte, "diga quantas pessoas vão à praia da sua cidade"... Ou seja, comecei a perceber que estes exercícios estavam ligados ao "back of the envelope engineering", isto é , como é que lidamos com a incerteza, com aproximações, quando não temos os dados todos.
É que este tipo de análise está sempre presente nas nossas vidas profissionais e pessoais e daí que seja tão importante ser estimulada desde cedo (...).
P- O problema da educação em Portugal é meramente político?
R- Há várias coisas... Nós não damos liberdade às diferentes escolas para fazerem o que lhes apetece. Está tudo centralizado numa avenida de Lisboa... Claro que é uma questão política. E de liberdade."
Carlos Fiolhais, físico, destaca no blog De Rerum Natura: Sobre a natureza das coisas um excerto de uma entrevista dada por António Câmara, professor da Universidade Nova e CEO da YDreams à revista "Executive Digest" de Março de 2010:
P- Em termos de educação, como é que vê e analisa este quase admirável mundo novo num país onde, paralelamente, ainda existe muita ardósia e giz?
R- Não são mundos incompatíveis. Um dos grandes problemas de Portugal é que se esqueceu por completo a língua... Repare, uma das avaliações que fazemos internamente é saber qual é a diferença entre nós que estudámos em Portugal, e também lá fora, e os líderes mundiais nas diferentes áreas...
A primeira vez que percebi e entendi a verdadeira diferença foi em 1998 quando fui viver para Boston para um bairro judeu e coloquei o meu filho mais velho numa escola pública mas dominantemente judia. A educação nesta escola era simplesmente fantástica e tinha três componentes completamente diferentes da educação em Portugal. A mais chocante delas, aquela que nos deixava a anos-luz, era o ensino da língua que era a um nível perfeitamente superior. Qualquer miúdo de 12 anos lia um livro por semana, aprendia 400 palavras novas por semana e escrevia um livro no final do ano.
Aprendia a falar em público, aprendia a expor, aprendia a consultar livros numa biblioteca, aprendia a criticar, aprendia todos os estilos de exposição... Nós nunca aprendemos isto em Portugal. O máximo que aprendemos foi a análise morfológica das frases, mas não jamais a fazer a transição entre as frases.
Depois de perceber como é que funcionava o ensino da língua naquela escola, tive imensa curiosidade em conhecer o professor que, dois anos depois, estava em Harvard.
P- Mas este tipo de educação não é comum mesmo nos Estados Unidos...
R- Não, não é. Esta é a educação de uma elite específica que tem um poder nos Estados Unidos perfeitamente gigantesco, exactamente porque tem uma educação incomparavelmente superior. O domínio da língua consegue-se através da leitura e da escrita. É fundamental e o computador, seja ele qual for, vem no fim.
Por isso, e para concluir, a elite portuguesa quando comparada com a elite mundial está a anos-luz e esbarra, logo à partida, no domínio da língua.
A segunda componente tem a ver com a imaginação. Em Portugal ninguém percebe o que é a imaginação e a criatividade. Numa universidade, analisando as cadeiras que os estudantes têm, quantas é que apelam à imaginação? Talvez duas em 50! Ou seja, a maior parte das pessoas que cumpre as licenciaturas são, eventualmente, muito bons naquilo que os professores ensinam, são bons a resolver charadas... mas não há nada que estimule a criatividade, a imaginação (...).
P- E a terceira componente?
R- É algo que verdadeiramente nunca pensei que acontecesse. Quando o meu filho estava nessa escola, comecei a perceber que ele tinha exercícios completamente diferentes. Durante um mês vinha com problemas desse género: "Quantas lâmpadas existem no estado do Massachusetts?"; no dia seguinte, "diga quantas pessoas vão à praia da sua cidade"... Ou seja, comecei a perceber que estes exercícios estavam ligados ao "back of the envelope engineering", isto é , como é que lidamos com a incerteza, com aproximações, quando não temos os dados todos.
É que este tipo de análise está sempre presente nas nossas vidas profissionais e pessoais e daí que seja tão importante ser estimulada desde cedo (...).
P- O problema da educação em Portugal é meramente político?
R- Há várias coisas... Nós não damos liberdade às diferentes escolas para fazerem o que lhes apetece. Está tudo centralizado numa avenida de Lisboa... Claro que é uma questão política. E de liberdade."
sexta-feira, 19 de março de 2010
Naquele dia
Numa manha cizenta acordam os peixes meio abananados, cheios de rimel nos olhos, embebecidos em algas flurescentes que bailam, pulam e saltam como pirilampos á volta de uma lampada incandeceste, quase como a se ver ao espelho, veêm-se os peixes quando olham para o céu e do céu para a terra a passear debaixo de um cizento onde por cima um sol brilha, fechado por entre arvoredos e montanhas silenciosas que se esbatem a favor do vento que sopra na direção de uma brasa que de intenso calor fumega, que de dentro para fora brilha, quente e fulgurosa, emanente que de não se libertar encobre os olhos que do rímel foram apagados e incendiados pelo luar em que num dia purificados por um raio de sol que os tocou na face os soltou, libertou e
voou.
Paz
:)
voou.
Paz
:)
quinta-feira, 18 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Identidade Própria
Finalização
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Sartre)
Ir para: navegação, pesquisa
Jean-Paul Sartre
Simone de Beauvoir, Sartre e Che Guevara
Nascimento 21 de Junho de 1905
Paris
Morte 15 de Abril de 1980 (74 anos)
Paris
Nacionalidade Francês
Ocupação Filósofo, escritor
Magnum opus O ser e o nada
Escola/tradição Existencialismo, Marxismo
Principais interesses Epistemologia, Ética, Política, Ontologia, Metafísica, Fenomenologia
Idéias notáveis "O Homem está condenado à liberdade", "A existência precede a essência"
Prêmios Nobel de Literatura (1964)
Influências Kant, Marx, Nietzsche, Kierkegaard, Camus, Hegel, Heidegger, Husserl, Dostoievski
Influenciados Deleuze, Simone de Beauvoir, Fanon, Butler, Shariati
Jean-Paul Charles Aymard Sartre (Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de 1980) foi um filósofo francês, escritor e crítico, conhecido representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.
Repeliu as distinções e as funções oficiais e, por estes motivos, se recusou a receber o Nobel de Literatura de 1964. Sua filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma "essência" posterior à existência.[1]
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Sartre)
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Jean-Paul Sartre
Simone de Beauvoir, Sartre e Che Guevara
Nascimento 21 de Junho de 1905
Paris
Morte 15 de Abril de 1980 (74 anos)
Paris
Nacionalidade Francês
Ocupação Filósofo, escritor
Magnum opus O ser e o nada
Escola/tradição Existencialismo, Marxismo
Principais interesses Epistemologia, Ética, Política, Ontologia, Metafísica, Fenomenologia
Idéias notáveis "O Homem está condenado à liberdade", "A existência precede a essência"
Prêmios Nobel de Literatura (1964)
Influências Kant, Marx, Nietzsche, Kierkegaard, Camus, Hegel, Heidegger, Husserl, Dostoievski
Influenciados Deleuze, Simone de Beauvoir, Fanon, Butler, Shariati
Jean-Paul Charles Aymard Sartre (Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de 1980) foi um filósofo francês, escritor e crítico, conhecido representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.
Repeliu as distinções e as funções oficiais e, por estes motivos, se recusou a receber o Nobel de Literatura de 1964. Sua filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma "essência" posterior à existência.[1]
Catarse iii
Metáfora Poetica vs Sujeito Poetico
A metáfora é a criação do sujeito poético, que por o ser e sendo faz da poética a sua existência e se não estivesse convencido de que era uma metáfora, não existiria em si mesmo...
logo não o era.
A metáfora é a criação do sujeito poético, que por o ser e sendo faz da poética a sua existência e se não estivesse convencido de que era uma metáfora, não existiria em si mesmo...
logo não o era.
Metáfora Poetica vs Sujeito Poetico
A metáfora é a criação do sujeito poetico, que por o ser e sendo faz da poetica a sua existência e se não estivesse convencido de que era uma metáfora, não existiria em si mesmo...
logo não o era.
logo não o era.
terça-feira, 2 de março de 2010
"Lastimas para quê"
Onde é que estão os que andam perdidos e não se encontram ?
E onde é que estão os outros como nós com a consciencia para actuar ?
Estamos aqui, e em frente daqui seguimos, e se não fossem eles mesmos que seria de nós ?
Lanço a minha questão, e nos céus nos ergamos para que toquemos a terra na companhia de nossos irmãos para que despertem deste sonho adormecido.
À luta, Às Armas
Pela Pàtria
Pelo sonho das eras Português
Por nós
Livres de alma
Espirito
Ofegantes de Liberdade.
Além Mar
Além frontreiras..
Vazios de nada
Cheios de tudo.
E onde é que estão os outros como nós com a consciencia para actuar ?
Estamos aqui, e em frente daqui seguimos, e se não fossem eles mesmos que seria de nós ?
Lanço a minha questão, e nos céus nos ergamos para que toquemos a terra na companhia de nossos irmãos para que despertem deste sonho adormecido.
À luta, Às Armas
Pela Pàtria
Pelo sonho das eras Português
Por nós
Livres de alma
Espirito
Ofegantes de Liberdade.
Além Mar
Além frontreiras..
Vazios de nada
Cheios de tudo.
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