domingo, 7 de fevereiro de 2010

O imperador

Eternidade...

Volveu do mar profundo
Do mar ignoto á pátria
De um grande anseio que deus fez.

Tempo foi. Nem primeiro nem segundo,
Tempo em que em eras vem
Eras sobre eras se somem.

O mito é o nada que é tudo,
E a dormir como uma criança sorrimos.

Da descoberta ir á procura
É um mito brilhante e mudo
Surges ao sol em mim e a névoa finda.



Portugal

Este mar conta histórias
De passado e presente.

Maresias de amor e paixão
Reais como o mar da verdade
Funde-se com a ternura das aguas,
Luminoso, vivo e bravio.

As pedras envoltas
Na espuma branca da saudade
Não dispensão o calor do vaivém
Da sabedoria deixado pelo vermelho
Da montanha.

Mora uma alma,
Bate forte contra um peito.
Vive passado, presente e futuro
Num só tempo.

Com vontade de se soltar
Toca o céu
Numa fantasia de suaves contrastes.

Voa livre
Como um pássaro.
Cheio de tudo
Vazio de nada.

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