Eternidade...
Volveu do mar profundo
Do mar ignoto á pátria
De um grande anseio que deus fez.
Tempo foi. Nem primeiro nem segundo,
Tempo em que em eras vem
Eras sobre eras se somem.
O mito é o nada que é tudo,
E a dormir como uma criança sorrimos.
Da descoberta ir á procura
É um mito brilhante e mudo
Surges ao sol em mim e a névoa finda.
Portugal
Este mar conta histórias
De passado e presente.
Maresias de amor e paixão
Reais como o mar da verdade
Funde-se com a ternura das aguas,
Luminoso, vivo e bravio.
As pedras envoltas
Na espuma branca da saudade
Não dispensão o calor do vaivém
Da sabedoria deixado pelo vermelho
Da montanha.
Mora uma alma,
Bate forte contra um peito.
Vive passado, presente e futuro
Num só tempo.
Com vontade de se soltar
Toca o céu
Numa fantasia de suaves contrastes.
Voa livre
Como um pássaro.
Cheio de tudo
Vazio de nada.
Sem comentários:
Enviar um comentário